quarta-feira, 24 de abril de 2013

DICAS DOS RECEPCIONISTAS DE HOTEL

1º Ainda não sabe seu CEP? Aprenda! Nosso sistema preenche automaticamente seu endereço se colocamos o CEP correto. Isso economiza muito nosso tempo.

2º Sim, você precisa preencher todos os campos do cadastro do hotel. Até você entrar pela porta do hotel você não existia na nossa vida e precisamos, pelo menos, saber dados básicos sobre quem hospedaremos.

3º Não batuque no balcão da recepção! Nos deixe trabalhar em silêncio e concentrados que todos dormirão melhor - nós, e você também!

4º Como recepcionistas, nós conhecemos todos os quartos do hotel: os bons e os "nem tanto". Se você for chato ou ignorante comigo durante seu check in, onde você acha que dormirá?

5º Meu trabalho é ser legal durante seu check in e te dar um bom quarto. Eu faço isso porque sou pago para tal. Agora, se você quer um quarto bem legal e um ótimo atendimento, seja simpático comigo - sempre trabalhamos na base da reciprocidade.

6º Não, eu não sinto prazer em fazer sua estadia conosco infeliz. Veja se não é você quem está criando tempestade em copo d'água.

7º Entenda, um hotel não é uma instituição de caridade e se você não pagar sua conta, quem terá de pagar sou eu! Portanto, se eu disser que o pagamento ou a pré-autorização é na entrada, acredite, é na entrada!

8º Bufar, reclamar, batucar com o cartão de crédito no balcão não tornará seu check out mais rápido nem sua conta mais barata.


quinta-feira, 14 de março de 2013

Novo Papa...

Data de escolha do novo Papa: 13/03/2013
Não sou muito de acreditar em teorias de conspiração, mas, achei algumas coincidências bem legais:

Data de escolha do novo papa: 13/03/13
1+3+0+3+2+0+1+3 =  13

13+3+2013 = 2029  
2+0+2+9= 13


Cerco, captura e perseguição de templários inicia-se em: 13/10/1307
Morte de Jacques Demolay: sexta-feira, 18/03/1314 - de onde surgiu o mito sobre a "sexta-feira 13" ser um dia negativo.
Bula papal Vox in excelso, que extinguia a Ordem dos templários: 03/1312

 Os templários, após o "fim" de sua ordem, decretado em 1312 pelo Papa Clemente IV e pelo Rei Felipe o Belo, se espalharam pelo mundo. Grande parte deles foi absorvida pela Ordem de Cristo - Os jesuítas.
Os votos dos jesuítas são: obediência, pobreza e castidade.
Os votos dos templários eram: obediência, pobreza, castidade e defesa dos lugares sagrados.

Profecia de São Malaquias (escritas com sutilezas) previam que o último pontífice da igreja, antes de sua destruição, teria o nome de Pedro. O novo papa se chama Francisco, em homenagem a São Francisco. Mas, São Francisco de Assis, jesuíta, se chamava Giovanni di Pietro di Bernardone.

Os templários, após perseguições, mortes e a aparente dissolução de sua ordem (que espalhou seu membros em diversas outras ordens - RC, .'., Jda, etc) prometeram vingança contra os que a eles fizeram mal, incluindo o fim da igreja.

Coincidências interessantes... mas, as vezes são só coincidências mesmo!

sábado, 5 de janeiro de 2013

SE MEU FACEBOOK FALASSE...

Hoje meu facebook perguntou no que eu estava pensando. Eu respondi:

Eu estou bem, facebook, obrigado. Não sei se alguns dos meus amigos estão. Eles parecem ter transformado seus perfis das redes sociais em campeonatos de felicidade, onde vence quem fizer mais inveja (mentalmente canalizada como "inveja branca") ao outros por todas as coisas maravilhosas que lhes acontecem. Tem uns até que falam que tudo está perfeito, maravilhoso! E pra eles tudo é sempre tão feliz, perfeito, feliz, feliz, feliz ... que até me sinto culpado por meus momentos bucólicos de reflexão onde penso na efemeridade da minha existência e na angústia da minha humanidade. Não sei, facebook, mas acho que estão exagerando na fluoxetina ou nas suas projeções de "Eu (self) social ideal"; ou pior: eles podem mesmo estar apáticos aos problemas alheios e indiferentes aos males do mundo. E você facebook, no que está pensando agora?

terça-feira, 16 de outubro de 2012

ATÉ QUE PONTO "MORRER" NÃO É, NA VERDADE, "SE MATAR" ...

Endossando o momento "filosofia",estava eu acá pensando: até que ponto a gente não se mata, além do pouco que se morre a cada dia? Confuso, não? Bem, a ideia me é mais simples: nós normalmente morremos um pouco a cada dia (ou vivemos; depende do ponto de vista).  A questão é o quê e quanto nós fazemos diariamente para nos matar. Anda comendo muita gordura? Tá se matando! Fuma? Tá se matando! Bebe excessivamente? Tá se matando!

O que acho mais interessante é a visão religiosa sobre o ato de "se matar" que é tão superficial quanto tantos outros conceitos advindos de dogmas. Religiões como o judaísmo ou o espiritismo condenam, cada um da sua forma, o ato de retirar a própria vida. Se uma pessoa se suicida, sendo judeu, não poderá ser enterrado em solo sagrado - nos cemitérios judeus. Se uma pessoa tira a própria vida, no conceito espirita, passará a ser um espirito perdido, revoltado e sem luz. Um suicida católico, até pouco tempo, não tinha direito a missa de 7º dia.

Mas, até quando uma cirrose causada por excessos alcoólicos não é um suicídio? Até que ponto o ato de fumar também não é um suicídio diário? Morrer por câncer nos pulmões, quando causado pelo tabagismo, não é também uma forma de suicídio? A cada dia temos uma pequena morte. Mas, o cuidado da vida deve ser em tentar diminuir nossos pequenos  passos ao suicídio.

Ainda assim, reconheço a força de quem admite que suas esperanças e expectativas tenham chegado ao fim e optam por encerrar a própria vida. Não posso dizer que acho isso legal, mas, no mínimo, a pessoa que o faz tem muita coragem.



domingo, 12 de fevereiro de 2012

TORÇA E FAÇA UM PEDIDO...

Outro dia eu saí com minha mãe e na hora da cede, compramos uma garrafinha d'água. Daí, eu reparei que tinha uma coisa escrita na garrafinha. Fui ler, e ví uma pérola:

"TORÇA, FAÇA UM PEDIDO e ATRAIA COISAS BOAS"

Queeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee?

Queria me lembrar quando foi que as pessoas começaram a acreditar cegamente em tudo o que é dito pra elas. Quando a publicidade se libertou de algum bom senso (se algum dia o teve, charo!) e passou a nos chamar de "altamente sugestivos" na cara larga. Eu, infelizmente, já tinha comprado essa água. Não que eu não tenha gostado da ideia deles usarem menos material pra produzir as garrafinhas e envasar uma bebida que é, essa sim, essencialmente, gratuita na fonte ... não, eu até gosto de pensar que é menos 20% de material usado. Não gostei muito da ideia de não conseguir usar a garrafinha novamente, pra transportar qualquer outro líquido, porque ela é bem fraquinha. Daí, vale a té pensar se esses 20% realmente vão fazer alguma diferença, em termos ambientais.

Não dá pra evitar em pensar que, menos material na produção da embalagem representa MENOR CUSTO DE PRODUÇÃO NA EMBALAGEM! Ou seja, eles estão ganhando dinheiro, vendendo água ... aquela água, sabe, que cai na chuva, que tá nos rios... ou melhor, eles vendem a conveniência de eu poder ter essa água em lugares destintos, em varios momentos da minha vida.

E olha que pela conveniência de eles economizarem um quinto de material no envase dessa bebida, que na fonte é gratuita, eu não recebi nenhum beneficiozinho. Sequer o preço do produdo uns 5% mais barato!

Quero dizer, é nos chamar de bestas na cara larga e nos sugerir que façamos um pedido. O meu pedido seria:

"SENHORES PUBLICITÁRIOS, EU TORÇO PRA QUE VOCÊS PAREM DE ACHAR QUE EU SOU UM COMPLETO IDIOTA E QUE VOU COMPRAR QUALQUER IDEIA ESTAPAFÚRDIA QUE VOCÊS TENHAM PRA CAMUFLAR AS DECISÕES DE SEUS CLIENTES EM BARATEAR O CUSTO DA EMBALAGEM" ...

Qual é a deles? Acham que tão me vendendo água do poço dos desejos?







segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

ECONOMIZAR TEMPO, PRA QUÊ?

"Não perca mais tempo..."


São incontáveis as vezes que vemos esse tipo de título em peças publicitárias durante um dia, ou nas ruas, ou ouvimos essas coisas em conversas. Sua amiga dizendo: "não perca tempo com tal fulano". Seu chefe dizendo: "não perca tempo com detalhes, vamos faturar".

Mas, afinal de contar, estamos economizando tempo, pra quê?

A vida não é simplesmente esse exato segundo que você despende pra ler o que eu escrevi em algum segundo perdido no passado? Pois é, se não podemos esperar nada do futuro até que ele chegue, vamos passar uma vida economizando tempo em prol do que?

Hoje eu estava vendo um comercial onde uma moça passava uma tintura nos cabelos e ficava maravilhada porque agora podia fazer isso em apenas 10 minutos, enquanto antes demoraria 30 minutos. Oras, a maior paixão das mulheres é ir ao cabeleireiro e gastar horas lá fazendo qualquer coisa menos procedimentos estéticos. Elas querem mesmo é conversar, jogar conversa fora e papear sobre besteiras e coisas que no dia-a-dia parecem futilidades pelas quais ninguém quer perder o tempo em discutir. Então, pra que salvar 5 ou 10 minutos do seu tempo?

Alguém, pelo amor, vai chegar em casa 5 minutos mais cedo e dizer "nossa, agora minha vida está completa porque vou poder dormir por mais 5 minutos?". Não, né!

Então, acho que a questão é aproveitar cada segundo que utilizamos pra fazer coisas que nós achamos uteis e, mais que isso, passar a ver a utilidade de cada pequena coisa da nossa vida porque, afinal de contas, ninguém sabe porque está aqui e se vai mesmo ter alguma coisa pra fazer depois. Eu acho que o barato das coisas é o tempo e a energia que dispendemos com cada uma delas. A gente tem que considerar também que o tempo é alguma coisa muito subjetiva. Ok que exista algumas teorias pra definir o passar de um segundo: o movimento de um pêndulo num ângulo de X graus ou a distância percorrida pela luz no vácuo. Mas, por mais que no relógio os segundo sejam todos iguais, nós vemos o passar do tempo com outros sentidos e as vezes até nos desconectamos das formalidades da contagem.

Em resumo, ao menos que alguém deseje passar pela vida pensando só no que fará com o tempo que economizou, nós devíamos viver cada segundo e aproveitá-lo da melhor forma. Afinal, não adianta nada ter economizado muitas horas se, de uma hora pra outra, o nosso relógio da vida pode parar.

domingo, 15 de janeiro de 2012

ARTE CONTEMPORÂNEA?

Eu tenho medo! Muito medo das palavras instalação, performance e arte contemporânea.
Essas palavras são tão obscuras como a utilidade de certos acontecimentos artísticos na nossa sociedade. Eu as vezes me pergunto se a arte contemporânea (hoje em dia) serve pra mais alguma coisa além de massagear o ego de artistas que desistiram de aprender "técnicas".

Aliás, muitos deles até aprenderam... mas, não se aperfeiçoaram, e resolveram que a transgressão seria mais divertido e vendável. Algumas instituições bancárias do nosso país, bem como outras grandes empresas, usam a arte contemporânea pra lavar dinheiro - afinal, quem decide o preço é o artista, e pra onde o dinheiro vai, depois da obra paga, é problema dele; dái ao dinheiro pago retornar parcialmente para o pagante das obras é só um jogo de esconde-esconde bem feito.

Não é bem isso que me aborrece. Eu posso dizer que num momento da minha vida eu já tive a "crise da expressão" e achava que minhas manchas e rabiscos comunicavam um mundo para as pessoas, mas, não, não o faziam. Caí na real e ví que os filtros na comunicação são tão pessoais que as pessoas podem ou não sacar aquilo tudo.

Bem, daí eu gostaria de saber qual a utilidade desse tipo de obra de arte enquanto meio de comunicação ou agente de reflexão social sendo que ela, isolada de uma explicação por escrito ou de algum agente alucinógeno, não tem poder de comunicar muita coisa. Daí, os mais "mudérnos" vem falar que a arte as vezes comunica uma emoção, uma textura, um cheiro, uma lembrança ... porra, até meu chinelo me comunica uma lembrança e ninguém tem que pagar R$23.000,00 pelo par, só pra chamar de arte e trazer de volta lembranças. Daí tem a performance, onde o colega criativo não satisfeito em apresentar a manifestação de sua sandice tem, algumas vezes, o prazer de mostrar os efeitos colaterais ao vivo e, mais uma vez, de modo fartamente pago. Outra coisa é o conceito (ou a falta dele) no quesito instalação: um monte de tranqueiras no mesmo espaço que te fazem lembrar, sentir ou pensar sobre alguma coisa. A gente precisa mesmo isolar uma geladeira velha num museu pra reparar que ela é uma geladeira velha? Tão chamando você de bobo...

Nas minhas ultimas visitas a museus e galerias de arte contemporânea eu tenho achado muitas releituras e conceitos velhos, daquelas escolas artísticas clássicas, mascarados pela falta de "técnica" ou repaginação dessas coisas, e as pessoas mais tapadas babando na frente das mais novas roupas do imperador, dessa vez com sucatas e um aspecto visivelmente mal planejado.

Nessa história o que mais me aborrece é que algumas das pessoas que conheço que tem as idéias mais ousadas, criativas e com potencial transformador acabam indo dar aula de artes plásticas nas escolas do estado porque acreditam que seu trabalho vai ter resultado mais efetivo se realizado para um público que realmente demande de informação e mudança; ou então os que vão fazer restauração de quadros antigos pra poder sobreviver e custear sua arte realmente transformadora, ou ainda os que tentam manter a chama do pensamento aceso sem se sujeitar a nenhuma situação degradante só pra conseguir levar suas idéias boas pra frente, ás custas de ações horrendas.

Enfim, coleguinhas da arte, vamos brincar de ser realmente criativos ou então simplesmente aceitar nossas limitações e reconhecer o talento, que também é um valoroso talento, em criar composições abstratas vulgares, mas, que ficam lindas na parede do dentista.


segunda-feira, 14 de junho de 2010

Aos céus...

Hoje, uma postagem bem minha.
Pra agradecer! Agradecer pelas coisas maravilhosas que estão acontecendo na minha vida, ultimamente.

Não tenho palavras pra descrever como estou feliz fazendo Avenida Q. É, simplesmente, a realização antecipada de um sonho na minha vida! Eu sempre fiz e amei fazer teatro, mas, como minha vida não foi necessáriamente um "mar de rosas", nunca tive muita grana e tempo pra estudar as coisas que me deixavam realmente realizado.

Meus planos de vida eram, até os 24 anos, ter me formado, estar em forma - fisicamente - fluente em pelo ou menos 2 línguas, e ter conseguido trabalhar, como "coro", em algum musical que viesse para o Brasil. Mas, eu jamais pude imaginar que aos 21 anos eu fosse protagonizar um musical que, no meu ponto de vista, foi a melhor coisa em cartaz em 2009.

Eu assisti Avenida Q em São Paulo e me apaixonei. Nessa época, ainda tava trabalhando na TAM; e vivia recomendando aos meus amigos que fossem assistir ao espetáculo, porque é simplesmente fantástico! Daí, a vida me reserva várias surpresas.

Bom, depois que voltei de Londres, no começo desse ano, fui fazer o TeenBroadway de férias, com Maiza Tempesta. Ela me chamoou pra dar "uma força" na parte de coreografias. Meu, isso pra mim já foi uma realização, porque só eu sei quanto admiro a Maiza e soou grato a ela por tudo que aprendi, de graça, nos Teen's da vida! Poder retribuir alguma coisa, com meu trabalho, foi muito legal. E lá eu conheci o Adriano DiSidney (preparador vocal do Teen e do Avenida Q).

Mas, depois do curso, na noite do dia 21 de fevereiro, eu estava na Bela Paulista comendo com uns amigos e falando que não ia mais fazer teatro. Que havia sido legal enquanto aquilo durou na minha vida, mas, que pra mim não dava pé. Eu, inclusive, já havia me inscrito pra um concurso público pra trabalhar no metrô de São Paulo. Mas, ao sair da Bela Paulista, meu telefone tocou e eu recebi uma mensagem de voz me "convidando" pra fazer o teste, que seria fechado, para o Avenida Q. Surtei!

Daí, fiz o teste, sem muita pretenção de passar, porque só tinha gente muito boa lá, e eu era o mais jovem. Mas, na segunda feira seguinte, recebi a melhor noticia da minha vida. Não só havia passado, mas, como primeira opção e para o personagem protagonista do espetáculo! Doída essa vida, não!

Desde então, só tenho experimentado felicidades (claro, e algumas desventuras também).
E, o motivo desse post é só compartilhar que fiz ontem, domingo, 13 jun, a apresentação mais prazeirosa de teatro que já tive na minha vida. Simples motivo: ingressos a R$1,00. Havia pessoas no teatro perceptivelmente humildes. Gente que, normalmente, não poderia gastar uma grana pra ver uma peça, ainda mais um musical - que costuma ser mais caro. Havia mendigos, pessoas com necessidades especiais, algumas pessoas maltrapilhas. Gente que não teria como pagar os R$15,00 do ingresso da temporada popular do espetáculo. E, nossa, fiquei muito emocionado com isso ... esse é o tipo de teatro no qual eu acredito!

Eu acho que o teatro tem o poder de mudar pensamentos e, porque não, a vida das pessoas. Um ator é um sacerdote da sociedade e seu oficio o flagela também. Mas, a recompensa as vezes vem! E essa apresentação foi uma recompensa. Ao público de ontem, meu muito obrigado (escrevo aqui, mesmo sabendo que muitos deles sequer terão oportunidade de ver essa mensagem).

Isso faz tudo valer a pena! Mesmo havendo algumas pessoas que criticam o trabalho de alguns colegas de espetáculo, coisa que me chateia bastante, e mesmo ornam pseudo-críticas sobre meu trabalho. Nada disso importa, porque, tantas almas pequenas jamais vão entender a grandeza da arte e o poder que ela tem. Aqueles que se valem da forma, nunca chegarão a conhecer o conteúdo!



E, nesse momento, meu conteúdo é inundado de felicidade....
É infinitamente bom poder agradecer às pessoas e ao universo pelas coisas que me ocorrem. Sou grato, muito grato à todos que me ensinaram algo, mesmo aos que me ensinaram a errar, porque senão, não teria conhecido o caminho do acerto. Sou grato por ser integro, por meu corpo estar inteiro, por minha alma estar plena, e porque estou vivo!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A dança das horas ...

As vezes me sinto um velho
Fantasiado fisicamente de juventude
Pois "esqueço" de poder ter o não-senso que é a impulsividade
E me corrói o futuro
Tenho sintomas de uma alma morna-fria
Mas a pele ainda me é quente
Eu presumo que a beleza me inunde
Mas ao vê-la, dela duvido pois é efêmera
Penso.Penso.Penso. Não deveria.
E me assusto quando as palavras à boca me gritam
Muito movimento me assusta
Mas, em contrapartida, muita calma não me apraz
Não sei se envelheci e meu corpo não me acompanha
Mas tento continuar fresco nas alheias memórias
Memórias que ao tempo esquecem
Ao passo que sei que por dentro as horas se passam
Por fora, rezo para que as primaveras se alonguem
Gostaria de acertar este ciclo
Para me acertar comigo, em mim.
Enquanto esta destemperança do "ser" insistir em "estar"
Estarei eu vivendo. Com mais - menos anos.



Roberto Donadelli
Segunda, 8 de fevereiro de 2010.

A cada dia uma pequena nova morte.


(Foto minha mesmo, de um cemitério em Edimburgo - Escócia)


Minha versão em português para a música "Everyday a little death", de Stephen Sondheim, do musical A little night music:
Todo dia é sempre assim
Morre um pouco mais de mim
Dos meus sonhos e da vida
Morre a rosa no jardim
Uma funda incisão
Na cabeça e coração
Que não vai cicatrizar
Só pra me fazer sofrer
Só pra me fazer chorar
Seu sorriso doce vem dizer
(rindo) Coisas que eu já sei
Poderia esquecer
Mas não dá...
E rasgar meu coração
Com um sussuro ou uma canção
O amor é um jogo sujo (Ô se é, ah se é)
Que te faz se embriagar
Se perder...
Desejar o fim da vida (Também sei)
Se matar...
E fingir não enxergar
Sem as dores de amar
Amar fundo como o habismo (Ô se dói)
Todo dia é sempre assim
(Mais um dia sempre assim)
Morre um pouco mais de mim
(Alegria chega ao fim)
Dos meus sonhos e da vida
(No meu corpo, em minha mente)
Morre a rosa no jardim
(Pra fingir que estou feliz)
Uma funda incisão
(Mais um dia a solidão)
Na cabeça e coração
(É que vem me acompanhar)
Que não vai cicatrizar
Só pra me fazer sofrer
(Cada dia eu quero mais)
Só tentando me matar...

sábado, 22 de agosto de 2009

O OUTRO



Breve reflexão sobre a importância do outro para o eu ...


O pior da existência humana, no ponto de vista do individualismo, é que para existirmos dependemos do outro. Se observarmos, para que um “eu” possa ser alguém, é preciso que aos olhos do outro ele seja reconhecido e este reconhecimento esteja pulgente.

Bem, fácil constarar: se nos olhamos no espelho, jamais veremos nosso próprio rosto, nossos próprios olhos. Fato! O que vemos é um reflexo, correto? E o que te prova que o que você vê é condizente com a realidade total de sua aparência e sua existência?Então, convenhamos que aos olhos da existência singular um individuo não pode sequer conhecer sua própria aparência física real, em virtude destas possiveis distorções que sua propria percepção através do meio fisíco, representado pelo espelho e, com isso, dependa do outro para tal.

O mesmo acontece para a vida social. Em uma sociedade temos niveis de reconhecimento que distinguem as categorias existênciais dos seres humanos. Há aqueles que são conhecidos por pequeno número de pessoas e aqueles que são conhecidos de todo um grupo social. Isto provavelmente explica o desejo de uma criança ou jovem em se tornar artista ou alguém famoso: é neste período da vida que mais se busca o próprio espaço e o reconhecimento de tal existência por parte do outro, lançando sua imagem à aprovação dos demais. E continuamos a fazer isto pelo resto da vida, o tempo todo, seja na forma como nos comportamos, vestimos e na opção por itens que atribuem status pessoal a um ser – itens que também podem ser considerados como os atrativos exteriores do ser – de forma que o status se converta em coeficiente de atratividade.

Não desconsidero, claro, que tenhamos uma percepção do nosso próprio “eu”. É algo plausível que nos vejamos por nossos proprios parâmetros e nos julguemos segundo nossos conceitos. Mas, onde quero chegar é que para o ser humano, enquanto animais sociais e simbólicos que somos, temos a profunda necessidade de sentir o reconhecimento advindo do outro.

Ora, quanta pretensão da minha sutil animalidade racional, querer existir no mundo das coisas de um outro alguém. Mas que lástima ter que depender do outro, até para isso. Isto parece, de longe, um excesso de individualismo, não? Mas, o justifico. Reafirmo, como sempre tenho dito, que o ser humano possui seus filtros de atenção e interesse seletivo pelos quais escolhe o que quer, quando quer e “se quer”.

Agora pondere meu extremismo ao pensar que você pode precisar deste reconhecimento por parte de alguém específico e esta pessoa pode não sentir interesse pelo seu eu projetado e não reconhecer o seu eu real e assim, sua existência para esta pessoa praticamente não existe. Pondere também uma situação onde seu padrão de projeção pessoal almeja um determinado nível de reconhecimento por parte de outros individuos – isole um, se necessário – e este nível não é alcançado. O que resultará disto? Frustração e o sentimento de que em meio a uma multidão de pessoas, você permanece sozinho.

E porque?
Porque auto suficiência é uma expressão muito bonita, somente quando sai da boca de alguém que não precisa fazer uso dela. Ficam aqui as impressões de um não-reconhecido sobre as desilusões amorosas…

sábado, 11 de abril de 2009

Ritos de passagem ...


(foto minha mesmo)


Porque, afinal, as coisas são tão complexas aos olhos dos desprovidos...

Sim, porque a providência incumbe a facilidade.
Não é dificil estar frente ao ótimo e se contentar com seu melhor.
Mas é tão difícil olhar para si na adversidade e encontrar o que os outro indicam:"continue", "prospere", "siga" ... imperativos válidos para si próprios ou para ninguém.
Agora, pratique-os! Vamos. Faça um exercício.
Coloque-se à disposição de seu melhor, sempre.
Não se contente. Não se engane.

Parece impossivel se contentar com um desempenho ruim, ainda sabendo que ele foi seu melhor, porque se seu melhor foi ruim, então, o que seria seu ruim ... um lixo?
O que você faz é bom. Será?
Excessos de auto-confiança degeneram sua veracidade.

Não é preciso escapar ao excesso. Não me refiro à humildade porque, convenhamos, poucos são os que são humildes sem saber e esta é a verdadeira e valiosa humildade. A veracidade da pessoa é o reconhecimento de sua existência limitada e limitativa.
Isto, claro, não é para todos.
Há os que nascem maravilhosos, dotados da luz ...
Não, não estou querendo ser preconceituoso ou maniqueísta. Estou tentando ver a verdade além da ética e da moral, que nada mais são do que as cortinas racionais que esondem nossa humanidade e animalidade sob um pano de fundo dócil e sociável, preocupado como outro e inadimsivelmente humildes frente às nossas limitações.

O débil perece. Eis a verdade.
O débil de beleza, perece.
O débil de inteligência, perece.
O débil de talento, perece.
O débil de verdades, nem sempre, perece.

E, nessas observações, como seguir? Como prosperar?
A desilução é a verdade de uma existência real, onde se percebe o vazio de sentido que é o ser.
Onde se encontra a verdade da falta da verdade, enquanto ela estiver dentro de cada um e longe de todos. A verdade é algo tão variável que pode levar ao bem ou ao mal, e se for alguém desprovido dos filtros do não-perecimento, estará fadado ao pior.

Quero saber como concorrerá. Como se colocará diante daquele que é melhor que si sem faltar com a verdade, ainda que "sua verdade", ainda que não sejaa verdadeira verdade intangível. Sem faltar com sua verdade. Sem manipular a verdade do outro.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Um pronome construtivo ...

Um brinde aos verbos.

Aos dias guardados em caixas. Às coisas guardadas em caixas. Pois a vida é como uma grande caixa de memórias. Tanto a é, que ao não existir mais, colocamos o que dela resta em caixas.

Aos amanhãs perdidos por medo. Aos ontens deixados para o amanhã. Ao agora ignorado. Ao silêncio perdido por vaidade. Ao momento perdido por pressa. Ao sabor perdido pelo descaso. A alegria perdida nas razões.

Às idas e vindas da vida. Para compreender que o amor não se perde, pois não há modo de se perder aquilo que nunca se teve. É preciso amar e conquistar enquanto se é jovem, pois a juventude anda junto com a beleza e a carapaça se inutiliza quando a beleza se esvainece. É mais fácil amar o belo. Mais fácil conceder ao belo.

À juventude que é bela e também à idade que a dissolve em expressões de passagem.

Ao quarto crescente da lua e a luz do quarto minguante. Ao saber do fim; pois ele nos permite criar os momentos e inventar as memórias, para que tudo pareça ter sentido.

Em cada gole de minha essência, um novo aprendizado.Graças aos verbos, que nos permitem.

Roberto DonadelliDomingo, 4 de janeiro de 2009.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Diário de um idiota...

Sabe porque idiota?
Imagine ...

terça-feira, 24 de junho de 2008

Ai, eu num tô não!
Que coisa...

Agora, vomita em cima de mim tudo o qeu você sente ... vai ...
Eu preciso fingir que não sinto nada!
porque sou santo e sou de Deus, pela misericórdia divina, eu não mereço!
E porque diabos eu tenho qeu me fazer de santo?


Crie lordose!

terça-feira, 17 de junho de 2008

Suposição ...

Suponhamos que nada valha a pena.
Suponhamos que o amor seja só enganação
Suponhamos...

O que sentimos?
Porque?

Porque é preciso sofrer para reconhecer que se ama algo ou alguém?
Não entendo como algo superior nos condenaria a esse legado sentimental.

quinta-feira, 20 de março de 2008

O carregador ...


A solência da solenidade, de um dia. De um dia de sol latente lavando a testa de suor suoso e salgado. A testa, onde pousada está a massa que administra o eu, no mais Eu profundo de mim, onde o suor se processa em um processo que se testa na agiliade em que a mão a testa testa o grude aderente do suor.

Caminhando por um caminho pedreguento, de pedras ponderadas ao poente de uma vã saída existente do eu que testa a vida, suada e trabalhosa. O trabalho ardiloso de uma existência, como o sol que ardendo a essência do eu sobre o sol se põe, se bota, se mostra ... é o trabalho de achar justo a vida, onde nada ha de haver, em mais um perdido rumo pedroso de pedras angulares, que eu mesmo coloquei em meu caminho.

Sobre a luta da labuta ardida.
Sobre a mesa da pobreza encontrada, pois não a fiz por fazer ao nada. Lá ela estava quando eu vim ao mundo. Tome o rumo de um dia ensolarado, como o sol que está bem longe, ao lado, ladeira abaixo enquanto a caixa se torna mais pesada a cada passo que caminha ao acaso de um caso que me gerou, pois sou o que vim pra ser, sem poder escolher, sem poder ser o ser que dentro de mim me sou.

Sou condenado ao que sou por fora, pelo destino, por hora, quero a vida pra viver sabendo sem saber o que quero pra ter agora. A hora arrasta a vasta aurora que alaranja a laranja do sol, que fora da órbita gira fora da minha mira que visa a mirao chão onde pouso meus olhos. Não me ergo para vê-la porque a bola está onde mora, longe a minha mão calejada de caixas a serem carregadas pra na mesa botar o pão. A bola está em outra realidade, real pra ela, mas fora da verdade que vivo pra buscar e busco sem achar.

Um pingo de suor pinga. Pinga. Pinga. Pinga outro e outro pinga. Na pinga o pingo de suor vira alegria, pois já acabou a laranja do dia. Dia que diariamente se repete em repetições repetitivas que não mudam porque mudar é pra quem tem o que ter e o que tenho e saber, sem saber, que nada sou.

A caixa me pesa a cada dia, me pesa uma nova alegria de saber que ainda a sinto pesar sobre meu ombor ondulado e esguio, sem o qual o dia não se levantaria pra mim. Nada na caixa levo pra casa, onde por hora se passa a tragédia da espera daquilo que estará sobre a mesa, sem a qual onde quer que eu esteja, sem motivo pra ser estou. Pois bem, a mesa é minha razão. Não que a razão a tenha sobre meus ombros, ou sobre minha boca, ou sobre minha vida... mas sobre meu estômago. Sou atônito. A ele, meus ombros pegam a caixa pra da caixa vir depois o pão, que à mesa apoiará e a luz da laranja alumiara para que a agunia se vá por mais um dia pra amanhã, voltar como sei. Tudo o que sei.

E o suor então, pinga. Como gotas de uma vida que responde a vida que vem e ai valendo a verdade do que traz consigo. A verdade da sabedoria de nada saber do que se sabe, pra ser mais fácil aguentar. Colocando em caixas vazias as sensações sentidas e os sentimentos sabidos por uma eterna inverdade contada pra acalentar a saudade que sente-se do pão. O caminho se ensolara denovo. É o antigo novo mostrando o caminho pra se saber se se será amanhã.

Todo dia uma nova caixa pra cima e pra biaxo, acho que a caixa de coisa vai, sem saber, como eu, eu acho, trazendo o que não é dela. Mas ela, não eu, eu acho, daquilo que me valho não carece além que meu ombro empreste pra mais uma vez cumprir seu destino, também não escolhido.

Ela e eu somos o que não escolhemos. Ela, matéria morta, sem vida, mas com utilidade, leva o qeu não é seu. Eu, só mudo que acho, que algo sei, sem saber se é fato, que sou matéria viva.


Roberto Donadelli
20/03/2008

domingo, 9 de março de 2008

Minha mãe é quem sabe das cosias...


A cidade tem mais gente do que eu poderia imaginar!
A gente só vê o que quer.
A gente só ouve o que nos convém.
A gente só faz o que nos agrada ...
Mas, o outro ... também.
Viva a vaidade da individualidade!
Quanta gente tem nessa cidade.
Quantas opiniões.
Quantas vidas diferentes, com experiências diferentes, com caras diferentes, com jeitos diferentes, com rostos diferentes, com pensamentos diferentes, com bens diferentes, com vontades diferentes ...
E a única vontade que tenho é ...
Bem, achar uma destas cabeças para aqueles minhas idéias.
Né ...

domingo, 2 de março de 2008

Terapia intensiva para o estômago ...


Ahhh...

Alimento da alma
O estomago que grite ... ele resiste!
Mas, a alma adoenta o corpo se não é alimentada

Deglutamos, pois, um lanche de cubos inofensivos que nos faça acordar do sonho que é a realidade, e entrar na verdade da mentira, no sonho, que é real.

Temos a ilusão de que precisamos ocupar plenamente nosso tempo pois, caso contrário, parece que nossa vida não tem um pleno sentido. Mesmo que a ocupação do tempo se dê fazendo nada. O nada é algo, para nós. Percebamos, então, que a verdade é que isso fazemos para não nos confrontarmos com a crua realidade de nossa vã existência. Para que evitemos nos ver diante da realidade da insignificância ... precisamos fazer, pois, senãop percebemos que o que somos é o NADA.



E como isso acontece pra mim?
TAP - HILL ...
SHUFFLE ...
STOM!
Minha vida.

Preciso dos meus pés e dos meus joelhos.
Eu choro só de me imaginar sem poder dançar ou atuar ...
Pois, assim, eu ve veria como um nada (ainda que apenas sobre meu conceito).


(Foto minha mesmo, by Iuri Stocco)

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Proximidade...

As mãos se procuram ...
Os braços de tocam ...
Os olhos se buscam ... e ao se encontrarem, se esquivam.
Os palavras saltam ao ar, mas, o ouvido procura aquilo que se quer ouvir.
Isso não acontece.
As promessas vão e vem no habismo do desejo.
Diz o que quer. Fala o que quero ouvir.
E, a diastole se interrompe na espera de uma verdade ideal.
Ideal, mas não prática.
Porque o desejo acontece, não se explica.
Quando é explicado, já deixou de ser desejo e virou mais uma teoria.
Uma utopia dos sentimentos.
E, perdido no querer, querendo evitar, querer-se-à o outro.
Aquele que não se pode ter.
Porque é o outro, e não algo teu.
E Platão o explicaria, com sua teoria sentimental ...